A recente aprovação pela Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 e reduz a jornada máxima para 40 horas semanais marca uma mudança histórica nas relações trabalhistas no Brasil. Enquanto o governo e defensores da medida celebram um ganho na qualidade de vida e saúde mental dos trabalhadores, o setor industrial demonstra profunda preocupação com os custos operacionais e a competitividade.
O Impacto na Indústria: Custos e Riscos Econômicos
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classifica a mudança como “inadequada e inoportuna”, alertando que a redução da jornada por imposição legal, sem uma transição longa ou ganhos equivalentes de produtividade, pode ser prejudicial. Os principais impactos previstos incluem:
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- Elevação de Custos: Projeções indicam um aumento de 6% a 9% nos custos em diferentes segmentos da economia. O custo total para as empresas brasileiras pode subir até R$ 267 bilhões por ano.
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- Perda no PIB: Estima-se que a redução para 40 horas sem aumento de produtividade possa gerar uma perda anual de R$ 77 bilhões no PIB brasileiro (cerca de 0,7%).
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- Pressão Inflacionária: O aumento nos custos de produção tende a ser repassado ao consumidor, elevando os preços de produtos industriais e alimentos.
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- Risco de Desemprego: Pequenas e médias indústrias, que operam com margens estreitas, podem ter dificuldades em suportar o aumento da folha de pagamento, o que pode levar à redução de operações ou extinção de postos formais.
A Resposta está na Produtividade
Especialistas e entidades do setor concordam que o Brasil enfrenta um problema crônico: ocupa a 94ª posição mundial em produtividade. O desafio não é apenas a quantidade de horas trabalhadas, mas a falta de ferramentas, gestão eficiente e infraestrutura. Para que a indústria sobreviva à nova jornada de 40 horas sem reduzir salários, é imperativo um investimento massivo em tecnologia, inovação e modernização das relações de trabalho.
Como um Sistema MES pode transformar esse cenário
Diante da necessidade de “produzir mais com menos tempo”, o sistema MES (Manufacturing Execution System) surge como uma ferramenta essencial. Ele preenche a lacuna entre o planejamento (ERP) e o chão de fábrica, permitindo que a indústria mitigue os impactos da nova lei de várias formas:
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- Otimização de Recursos em Tempo Real: Com menos horas disponíveis por funcionário, cada minuto conta. O MES monitora a produção em tempo real, identificando gargalos e paradas de máquina instantaneamente, garantindo que o tempo de trabalho seja 100% produtivo.
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- Gestão Eficiente de Escalas: A nova legislação prevê regimes diferenciados e compensações para manter operações ininterruptas. Um sistema MES integrado permite planejar a força de trabalho com precisão, ajustando as escalas 5×2 ou turnos de revezamento sem perder o ritmo de entrega.
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- Redução de Desperdícios: Ao controlar rigorosamente o consumo de materiais e a qualidade dos processos, o MES reduz o retrabalho. Em um cenário de custos crescentes, eliminar o desperdício é a forma mais direta de proteger a margem de lucro.
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- Dados para Decisões Estratégicas: O sistema fornece indicadores claros (como o OEE – Eficácia Geral do Equipamento), permitindo que a gestão foque em melhorias contínuas, exatamente o que a CNI e especialistas apontam como a única saída para a sustentabilidade dos negócios.
MRplast: um exemplo de sucesso na gestão da produção industrial com o CODI MES
A MRplast, empresa especializada na fabricação de componentes para cadeiras na Serra Gaúcha, é um exemplo de como a implementação do Sistema MES da CODI contribui para o sucesso da gestão da produção industrial.
Em 2021, a MRplast buscava uma solução para conectar os sistemas de planejamento de produção com aqueles responsáveis pela medição e controle da produtividade da fábrica. A empresa precisava de uma ferramenta que proporcionasse:
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- Visibilidade completa do processo produtivo.
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- Controle preciso da produtividade.
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- Dados confiáveis para a tomada de decisões.
A implementação do CODI MES atendeu às necessidades da MRplast e proporcionou diversos benefícios. Confira o relato do cliente.
“Otimizamos o trabalho e deixamos que as pessoas focassem em demandas mais estratégicas. Conseguimos uma economia de 30% no tempo gasto com rotinas operacionais, além do controle e dos dados confiáveis que nos dão embasamento para tomada de decisões.” – Ana Flavia Fagundes, Analista de Qualidade da MRplast.
A MRplast é um exemplo inspirador para outras empresas que buscam aprimorar seus processos e alcançar o sucesso na gestão da produção industrial.
O Relógio está correndo
A transição para a nova jornada de trabalho já tem prazos definidos: as primeiras mudanças começam apenas dois meses após a promulgação da emenda, com a implementação total ocorrendo em 14 meses. Com o aumento de custos operacionais estimado em até R$ 267 bilhões por ano para as empresas e o risco real de perda de competitividade, a inércia não é uma opção.
Aumentar a produtividade brasileira, hoje estagnada na 94ª posição mundial, é o único caminho para absorver esses novos custos sem sacrificar as margens de lucro ou repassar preços abusivos ao consumidor. Como aponta a CNI, a modernização por meio de investimentos em tecnologia é a agenda obrigatória para este novo ciclo da indústria nacional.
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