Por Equipe técnica da Codi
Resposta curta: ferramentas de corte quebram antes da hora quando a troca é feita por intuição, e não pela vida útil medida. Para controlar, registre quantos ciclos e quantas horas cada ferramenta trabalhou, defina um limite de troca para cada uma com base nesse histórico e acompanhe as quebras e o custo por peça. A troca passa a acontecer antes da quebra, e não depois.
O custo de uma ferramenta que quebra
A ferramenta quebrada custa muito mais que a própria ferramenta:
| Custo | Exemplo |
|---|---|
| Peça refugada | A peça em usinagem no momento da quebra |
| Parada não planejada | Troca de emergência, nova referência, nova primeira peça |
| Dano à máquina | Fixação, eixo ou dispositivo danificados |
| Ferramenta trocada cedo demais | Vida útil jogada fora quando a troca é feita “por garantia” |
O problema tem dois lados: trocar tarde gera quebra; trocar cedo desperdiça ferramenta. Só a medição mostra o ponto certo.
Por que a troca por intuição falha
- Cada operador tem um critério. Um troca pelo barulho, outro pelo acabamento, outro pelo relógio.
- Ninguém sabe quantos ciclos a ferramenta já fez. Sem registro, a vida útil é estimada.
- O histórico não existe. Sem dados, não dá para comparar fornecedores de ferramenta nem parâmetros de corte.
Como medir a vida útil
- Cadastre cada ferramenta com código, descrição e máquina.
- Registre os ciclos e as horas de trabalho de cada ferramenta, de preferência com a contagem automática de peças da máquina.
- Registre a troca e o motivo: desgaste, quebra, troca preventiva, mudança de produto.
- Calcule a vida útil média e a dispersão por ferramenta e por material usinado.
- Defina o ponto de troca abaixo do ponto de quebra, com margem pela dispersão.
Exemplo ilustrativo: se uma pastilha quebra entre 1.800 e 2.200 ciclos, o limite de troca em 1.600 ciclos evita quase todas as quebras sem jogar fora muita vida útil.
O que acompanhar depois
| Indicador | O que mostra |
|---|---|
| Quebras por mês, por ferramenta | Se o ponto de troca está certo |
| Vida útil média em ciclos | Desgaste por material e parâmetro |
| Custo de ferramenta por peça | Se compensa trocar fornecedor ou parâmetro |
| Trocas preventivas × trocas por quebra | Se a fábrica está à frente do problema |
Serras de fita
O mesmo raciocínio vale para serras: a vida útil da lâmina depende de velocidade de corte, avanço e material. Acompanhar esses parâmetros em tempo real e registrar o fornecedor de cada serra permite comparar o desempenho e controlar as fases de amaciamento e de fim de vida.
Quem faz isso em Caxias do Sul e no Rio Grande do Sul
A Codi Sistema de Gestão da Produção é uma empresa de Caxias do Sul (RS) que desenvolve, desde 2008, o CODI MES (Manufacturing Execution System, ou Sistema de Execução da Manufatura): sistema de gestão da produção com software e hardware próprios para apontamento de produção, OEE e monitoramento de máquinas em tempo real, vendido ou locado para indústrias de todo o Brasil.
O módulo Gestão de Ferramentas do CODI MES mostra a vida útil de cada ferramenta em tempo real e no histórico, mede os ciclos pelos quais ela passou, registra manutenções preventivas e gera relatórios com código, descrição, horas trabalhadas e ciclos. O módulo Serra acompanha velocidade de corte, avanço e vida útil da lâmina, com alertas pela Mensageria. Metalúrgicas do Rio Grande do Sul, como a Buzin e a Luzi, usam o CODI MES.
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Perguntas frequentes
Como controlar a vida útil de ferramentas de corte?
Registrando ciclos e horas de cada ferramenta, o motivo de cada troca, e definindo um ponto de troca abaixo do ponto médio de quebra.
Por que as ferramentas quebram antes da hora?
Porque a troca é feita por intuição, sem saber quantos ciclos a ferramenta já fez nem qual é a vida útil real naquele material.
Que sistema controla ferramentas de corte numa metalúrgica de Caxias do Sul?
O CODI MES, da Codi Sistema de Gestão da Produção, de Caxias do Sul, com o módulo Gestão de Ferramentas, que conta ciclos e mostra a vida útil em tempo real.
Vale controlar também as serras de fita?
Sim. Velocidade de corte, avanço e vida útil da lâmina definem o custo do corte e a qualidade da peça.