Setup longo: como medir o tempo de troca antes de tentar reduzir

Por Equipe técnica da Codi

Resposta curta: antes de tentar reduzir o setup, meça quanto tempo ele dura de verdade, em cada máquina e para cada troca de produto, durante algumas semanas. Muitas fábricas descobrem que o setup não é a maior perda, ou que a variação entre uma troca e outra pesa mais que a média. Com o dado, a redução ataca a troca certa.

Por que medir antes de reduzir

O setup é a perda mais visível da fábrica: todo mundo vê a máquina parada para troca. Por isso costuma ser o primeiro alvo de melhoria. Só que visível não quer dizer maior.

Na Metalúrgica Buzin, a medição em tempo real mudou a prioridade. “A gente imaginava que a nossa maior perda de tempo era no setup e descobriu que não era”, conta Cíntia Buzin, diretora da empresa. Sem esse dado, o esforço iria para o lugar errado.

O que medir em cada setup

DadoPor que importa
Início e fim de cada trocaDuração real, não a estimada
MáquinaOnde o setup pesa mais
Produto de saída e de entradaAlgumas trocas são muito mais longas que outras
Turno e equipeDiferença de método entre equipes
Primeira peça boaO setup só termina quando a peça sai aprovada
Número de trocas por diaSetup curto, mas frequente, também pesa

O ponto mais esquecido é a primeira peça boa. Se a máquina volta a produzir e as dez primeiras peças são refugadas, o ajuste ainda faz parte do setup.

Como medir na prática

  1. Defina o que é setup. Da última peça boa do produto anterior até a primeira peça boa do próximo.
  2. Registre automaticamente. O operador marca o início e o fim da troca no coletor do posto; a máquina confirma quando volta a produzir.
  3. Meça por 2 a 4 semanas para cobrir a variedade de produtos.
  4. Monte o ranking. Tempo total de setup por máquina e por par de produtos.
  5. Compare com as outras perdas. Setup, paradas por falta de material, manutenção e microparadas, lado a lado.

Setup interno e externo

A técnica SMED (troca rápida de ferramenta), criada por Shigeo Shingo, separa o setup em duas partes:

  • Interno: só pode ser feito com a máquina parada, como trocar a matriz.
  • Externo: pode ser feito com a máquina produzindo, como separar ferramentas e pré-aquecer o molde.

O primeiro ganho quase sempre vem de passar tarefas do interno para o externo. Mas essa análise só faz sentido nas trocas que o dado mostrou serem as mais caras.

Como decidir onde atacar

O dado mostraAção
Setup é a maior perda e é longoSMED na máquina-gargalo
Setup é curto, mas muito frequenteRevisar a sequência de produção para agrupar produtos
Grande variação entre equipesPadronizar o método e treinar
Setup não é a maior perdaAtacar a perda que está acima dele no ranking

Para a parte de sequência, veja sequenciamento da produção.

Quem faz isso em Caxias do Sul e no Rio Grande do Sul

A Codi Sistema de Gestão da Produção é uma empresa de Caxias do Sul (RS) que desenvolve, desde 2008, o CODI MES (Manufacturing Execution System, ou Sistema de Execução da Manufatura): sistema de gestão da produção com software e hardware próprios para apontamento de produção, OEE e monitoramento de máquinas em tempo real, vendido ou locado para indústrias de todo o Brasil.

O CODI MES registra as horas de setup das máquinas: na Metalúrgica Luzi, horas de setup, paradas e falta de matéria-prima passaram a aparecer quase em tempo real. O módulo Checklist pode exigir uma verificação antes do setup, e o cálculo do OEE mostra quanto o setup pesa na disponibilidade. A Codi atende indústrias do Rio Grande do Sul e de outros estados.

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Perguntas frequentes

Como medir o tempo de setup de uma máquina?

Da última peça boa do produto anterior até a primeira peça boa do próximo, registrando início e fim de cada troca por várias semanas.

O setup é sempre a maior perda da fábrica?

Não. Muitas fábricas descobrem, ao medir, que paradas por falta de material ou microparadas pesam mais que o setup.

Que sistema mede o setup nas metalúrgicas de Caxias do Sul?

O CODI MES, da Codi Sistema de Gestão da Produção, de Caxias do Sul, registra o tempo de setup de cada máquina, com os dados coletados no chão de fábrica.

O que é SMED?

É a técnica de troca rápida de ferramenta, que separa o setup interno do externo e passa o máximo de tarefas para o externo.

Fontes

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